Conversa de repórter foi uma coluna há muito tempo redigida por meu avô, o grande jornalista Sérgio Feichas Leal. Hoje não entrarei em pormenores a respeito de quem foi esta importante figura, mas não deixarei de fazê-lo. Mas para não deixar você leitor que, não por ignorância, desconhece este e inesquecível exemplar da espécie humana, farei um breve resumo.
Sérgio Leal nasceu em Itajubá. Em tempo mudou-se para o Rio de Janeiro. Cresceu no Engenho de Dentro, cercado pela variedade popular peculiar daquela fase carioca. Na juventude, conheceu e conviveu pelas esquinas onde viviam trovadores e malandros. Diz a lenda que participou da composição de uma das marchinhas mais repetidas pelos carnavais deste pais: “me da um dinheiro ai”.
Jovem, engessou em alguma faculdade de direito do Rio de Janeiro, mas não chegou concluí-la. Partiu para a incerta carreira de jornalista na Radio Nacional e um pouco depois foi para Brasília, que aos poucos era moldada em meio ao cerrado do centro-oeste brasileiro. Lá, transmitira, junto com mais alguns colegas de profissão, as primeiras noticias vindas da nova capital.
Depois de anos na Nova Cap, regressou para Itajubá - sua cidade natal -, onde foi redator do Mec (MInistério da Educação) pela então chamada EFEI (Escola Federal de Engenharia de Itajubá). Aposentado, foi diretor do jornal O Sul de Minas, onde também mantinha a coluna “Conversa de Repórter".
Então hoje, sem o menor receio de decepcioná-lo, me aproprio do título dado ao descontraído espaço e faço dele um cantinho democrático e livre na busca por uma conversa simples com pessoas dispostas a abrir seus corações e mentes em busca de novos horizontes e uma sociedade menos capitalista.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Conversa de repórter
Conversa de . Uma coluna de opinião escrita com sangue novo e olhar atento. Uma conversa franca e espontânea partindo de quem herdou um pouco de seus antepassados a capacidade de transformar em texto, um pensamento coerente, crítico e pertinente por natureza. Conversa de repórter está de volta.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Blog do Tas
Caros leitores........Esse é post destinado a uma indicação: o Blog doTas....Sou muito fan deste cara e tenho lido coisa interessantes na página dele. Por último, em um post que ele publicou hoje, ele indica um filme que foi premiado como melhor filme no recente Festival de Cinema do Rio, na votação do público. Resgatei um trecho, só pra degustação.....O resto pode ser lido na página
"Estréia amanhã na Mostra de Cinema de São Paulo uma luz no fim do túnel do sempre vacilante cinema brasileiro. É, muito provavelmente, o primeiro longa metragem produzido por uma universidade brasileira: a PUC do Rio de Janeiro. Estudantes de cinema contam uma história simples sobre um casal de estudantes de cinema. Conversas aparentemente superficiais sobre Cavaleiros do Zodíaco, o desejo de ver Britney Spears nua ou se Transformers é, de fato, o filme mais genial de todos os tempos, revelam com sutileza e delicadeza o retrato do momento raro, ruidoso e complexo que vivemos. É o primeiro retrato da geração digital feito por ela mesma, sem intermediação de produtores gulosos ou cineastas antigões querendo dar uma de moderninhos".
"Anotem aí: "Apenas o Fim", filme de estréia do jovem Matheus Souza, com os talentosos Érika Mader e Gregório Duviver nos papéis principais estréia nesta sexta, dia 17, na Mostra de São Paulo. Espero que todo Brasil possa vê-lo muito em breve".
Link para o Blog do Tas
http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2008-10-16_2008-10-31.html
E vale aqui outra chamada que eu também vi lá. Uma notícia que muito me agradou. O CQC, da Band, levou o prêmio Qualidade Brasil 2008 na categoria Humorístico, ficando a frente de três da Rede Globo de Televisão: Toma lá, Dá Cá; A grande Família e Fala a sua História.
Se vc ainda não conhece o CQC, ta perdendo!!!!!
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
SMD, uma inovadora alternativa

Otem a noite eu estava em casa procurando algo para assistir nos canais da TV aberta, sambando entre os canais convencionais e os crentes, que não são poucos. Optei por ver o finzinho do Observatório da Imprensa, na Cultura. Porém, como havia pegado o bonde no meio de sua trajetória, larguei mão e fui para o Jô, onde o ator global Carlos Vereza (muito bom ator, por sinal – está nos cinemas com o filme Bezerra de Menezes: “o médico dos pobres") dava testemunhos de suas experiências mediúnicas. Até que estava interessante.
Pois bem, em meio a “trocância” de canais, peguei no pulo uma matéria no Vitrine que me chamou muito a atenção e me deu até alguma esperança. O programa, que é veiculado na TV Cultura e apresentado por Sabrina Parlatore e Rodrigo Rodrigues trazia a história de uma nova tecnologia que, segundo eles colocaria a Pirataria fora do caminho das gravadoras, artistas e consumidores e, de quebra, promoveria uma espécie de socialização da cultura de mídia.
Vocês lembram do Ralf, da dupla Chrystian e Ralf? Então, o figurão, com ajuda de amigos parceiros especialistas em informática investiu e desenvolveu uma tecnologia chamada SMD (Semi Metalic Disc). Segundo ele foram anos de pesquisas intensas para chegar ao um conceito novo de reprodução musical que com uma abordagem inovadora, criativa e rentável, reduziu o preço de comercialização de um Compact-Disc (CD) em quase 80%.
“Mudanças simples do padrão visual e garantia da qualidade da obra, aliadas a este método inovador de semi-metalização, o SMD visa disponibilizar a música à todos os cidadãos comuns por um preço justo”, diz a carta de apresentação e explicação sobre o SMD em seu portal na Web.
O mais interessante é que os SMDs já vêm com o preço impresso na Capa: R$ 5,00. De acordo com o produtor Ralf, em entrevista ao Vitrine, ”essas mudanças representam uma verdadeira revolução cultural. Tanto para artistas independentes, como artistas de gravadoras e de selos fonográficos poderão ter seus discos prensados neste novo formato”.
A parada é tão cheia de pontos interessantes que a cada minuto eu me lembro de um. Outro: O SMD é uma mídia 100% brasileira. Inteligentemente Ralf fez um acordo com alguns países que já prensam disco em SMD. Todas bandas ou corporações que quiserem utilizar esta nova tecnologia terá de recorrer ao Brasil, em algum momento de sua produção, já que a patente é totalmente nossa. “Insto é uma forma de garantir a geração de empregos e o cunho social da idéia por trás destas pesquisas”, disse o cantor.
Mas como nosso Ralf conseguiu este feito? Porque os custos são tão mais baixos? Fui investigar isso na web a achei algumas respostas, foi fácil. É até um pouco obvio: Simplesmente, aquelas antigas embalagens de acrílico foram substituídas por uma mais econômica e moderna (esta não quebra naquele “meinho”, onde se encaixa os CDs, as tampinhas nãos desconectam e quebram para sempre) agora elas são inquebráveis, em papel cartão especial, com fechamento que facilita o armazenamento e garante a integridade da mídia do mesmo modo. A ficha técnica e demais créditos podem ser impressos na própria capa, encarte, na revista ou no rótulo do SMD e se você quiser u encarte oco aqueles antigos, com letra e fotos, desenhinhos: faça vocês mesmo, ora.
Veja em tópicos o que eu achei sobre SMD
· A capacidade do SMD é de até 60 minutos de áudio (16/18 músicas) . Os SMDs podem ser produzidos em diversas cores e formatos, o que possibilita a utilização do produto em campanhas publicitárias ou que visem um público específico.
· Aliado a tecnologia, o objetivo do SMD é assegurar um preço baixo ao consumidor final, o que inibe o interesse do pirata e garante um maior volume de vendas para o artista.
· Os custos de produção do SMD são mais baixos, com descontos progressivos, permitindo que novos talentos sem patrocínios tenham suas obras lançadas no mercado. A fabricação do SMD é em média 30% mais barata que a do CD.Os SMDs são confeccionados nas mesmas fábricas dos CDs e tocam em qualquer aparelho, embora sua técnica de reprodução seja diferente da utilizada atualmente nos CDs
· Comercialização - Hoje, nos pontos de venda, o preço médio de um CD é R$ 19,00, fato este que impõe ao lojista uma margem de lucro inferior a 5%. Um pirata, por sua vez, sem qualquer custo, alheio ao pagamento de todo e qualquer tributo, vende um CD a R$ 5,00, com margem de lucro superior a 60%. Inviabilizando quase que totalmente a venda legal do CD. A lucratividade do lojista na venda do formato SMD é de 20%, mesmo preservando todos os diretos junto à pirâmide envolvida no processo de produção, fabricação, divulgação e comercialização. O preço do SMD é impresso na capa, possuindo um preço fixo de comercialização, de forma que possa garantir o cunho social de combate à pirataria e acesso à cultura.
· Tiragens e Distribuição - O artista tem a opção de produzir apenas o SMD, com tiragem mínima de 1.000 SMDs, que são vendidos à R$ 5,00. Ou pode optar pela Revista SMD (revista + SMD), com tiragem mínima de 1.000 Revistas SMD, que são vendidas à R$ 6,00 (na revista o artista pode inserir sua biografia, release, letras das músicas, patrocinadores, contatos, etc). Se o artista quiser que seu trabalho seja distribuído nas bancas, a tiragem mínima é de 20.000 exemplares. Ele pode fazer também um número menor de Revistas SMD (1.000 exemplares por exemplo), e comercializá-las em seus shows, na divulgação do seu trabalho nas rádios, tvs e imprensa escrita. A distribuição do produto pode ser feita também pelas vias usuais (lojas de música e varejo), telemarketing, e-commerce, garantindo ao artista maior exposição da sua música.
· Vendas do SMD pela Internet - Os SMDs podem ser vendidos via internet pelo artista, em seu site oficial. O produto pode ser enviado como carta comercial simples, veja:01 SMD (R$ 5,00) + postagem (R$ 0,80) = R$ 5,80 01 Revista SMD (R$ 6,00) + postagem (R$ 1,45) = R$ 7,45
SMD Machine
Um engenheiro, que não me lembro o nome agora (fico devendo), desenvolveu uma máquina de SMDs como aquelas de refrigerante, balas e salgadinho, que existem nos corredores das Universidades, Rodoviárias e Shopings.
Você coloca uma nota de R$ 5,00, escolhe por número a sua banda ou artista e aperta um botão e o SMD cai para você como se fosse o um refrigerante gelado ou um saquinho de MMs.
Por enquanto músicos do setor alternativo são quem mais usam o novo formato. Mas cantores renomados como Arnaldo Antunes e Zeca Baleiro já aderiram ao novo conceito e seus novos trabalhos já se encontram disponíveis por cinco reais na SMD Machini mais próxima de você.
Pois bem, em meio a “trocância” de canais, peguei no pulo uma matéria no Vitrine que me chamou muito a atenção e me deu até alguma esperança. O programa, que é veiculado na TV Cultura e apresentado por Sabrina Parlatore e Rodrigo Rodrigues trazia a história de uma nova tecnologia que, segundo eles colocaria a Pirataria fora do caminho das gravadoras, artistas e consumidores e, de quebra, promoveria uma espécie de socialização da cultura de mídia.
Vocês lembram do Ralf, da dupla Chrystian e Ralf? Então, o figurão, com ajuda de amigos parceiros especialistas em informática investiu e desenvolveu uma tecnologia chamada SMD (Semi Metalic Disc). Segundo ele foram anos de pesquisas intensas para chegar ao um conceito novo de reprodução musical que com uma abordagem inovadora, criativa e rentável, reduziu o preço de comercialização de um Compact-Disc (CD) em quase 80%.
“Mudanças simples do padrão visual e garantia da qualidade da obra, aliadas a este método inovador de semi-metalização, o SMD visa disponibilizar a música à todos os cidadãos comuns por um preço justo”, diz a carta de apresentação e explicação sobre o SMD em seu portal na Web.
O mais interessante é que os SMDs já vêm com o preço impresso na Capa: R$ 5,00. De acordo com o produtor Ralf, em entrevista ao Vitrine, ”essas mudanças representam uma verdadeira revolução cultural. Tanto para artistas independentes, como artistas de gravadoras e de selos fonográficos poderão ter seus discos prensados neste novo formato”.
A parada é tão cheia de pontos interessantes que a cada minuto eu me lembro de um. Outro: O SMD é uma mídia 100% brasileira. Inteligentemente Ralf fez um acordo com alguns países que já prensam disco em SMD. Todas bandas ou corporações que quiserem utilizar esta nova tecnologia terá de recorrer ao Brasil, em algum momento de sua produção, já que a patente é totalmente nossa. “Insto é uma forma de garantir a geração de empregos e o cunho social da idéia por trás destas pesquisas”, disse o cantor.
Mas como nosso Ralf conseguiu este feito? Porque os custos são tão mais baixos? Fui investigar isso na web a achei algumas respostas, foi fácil. É até um pouco obvio: Simplesmente, aquelas antigas embalagens de acrílico foram substituídas por uma mais econômica e moderna (esta não quebra naquele “meinho”, onde se encaixa os CDs, as tampinhas nãos desconectam e quebram para sempre) agora elas são inquebráveis, em papel cartão especial, com fechamento que facilita o armazenamento e garante a integridade da mídia do mesmo modo. A ficha técnica e demais créditos podem ser impressos na própria capa, encarte, na revista ou no rótulo do SMD e se você quiser u encarte oco aqueles antigos, com letra e fotos, desenhinhos: faça vocês mesmo, ora.
Veja em tópicos o que eu achei sobre SMD
· A capacidade do SMD é de até 60 minutos de áudio (16/18 músicas) . Os SMDs podem ser produzidos em diversas cores e formatos, o que possibilita a utilização do produto em campanhas publicitárias ou que visem um público específico.
· Aliado a tecnologia, o objetivo do SMD é assegurar um preço baixo ao consumidor final, o que inibe o interesse do pirata e garante um maior volume de vendas para o artista.
· Os custos de produção do SMD são mais baixos, com descontos progressivos, permitindo que novos talentos sem patrocínios tenham suas obras lançadas no mercado. A fabricação do SMD é em média 30% mais barata que a do CD.Os SMDs são confeccionados nas mesmas fábricas dos CDs e tocam em qualquer aparelho, embora sua técnica de reprodução seja diferente da utilizada atualmente nos CDs
· Comercialização - Hoje, nos pontos de venda, o preço médio de um CD é R$ 19,00, fato este que impõe ao lojista uma margem de lucro inferior a 5%. Um pirata, por sua vez, sem qualquer custo, alheio ao pagamento de todo e qualquer tributo, vende um CD a R$ 5,00, com margem de lucro superior a 60%. Inviabilizando quase que totalmente a venda legal do CD. A lucratividade do lojista na venda do formato SMD é de 20%, mesmo preservando todos os diretos junto à pirâmide envolvida no processo de produção, fabricação, divulgação e comercialização. O preço do SMD é impresso na capa, possuindo um preço fixo de comercialização, de forma que possa garantir o cunho social de combate à pirataria e acesso à cultura.
· Tiragens e Distribuição - O artista tem a opção de produzir apenas o SMD, com tiragem mínima de 1.000 SMDs, que são vendidos à R$ 5,00. Ou pode optar pela Revista SMD (revista + SMD), com tiragem mínima de 1.000 Revistas SMD, que são vendidas à R$ 6,00 (na revista o artista pode inserir sua biografia, release, letras das músicas, patrocinadores, contatos, etc). Se o artista quiser que seu trabalho seja distribuído nas bancas, a tiragem mínima é de 20.000 exemplares. Ele pode fazer também um número menor de Revistas SMD (1.000 exemplares por exemplo), e comercializá-las em seus shows, na divulgação do seu trabalho nas rádios, tvs e imprensa escrita. A distribuição do produto pode ser feita também pelas vias usuais (lojas de música e varejo), telemarketing, e-commerce, garantindo ao artista maior exposição da sua música.
· Vendas do SMD pela Internet - Os SMDs podem ser vendidos via internet pelo artista, em seu site oficial. O produto pode ser enviado como carta comercial simples, veja:01 SMD (R$ 5,00) + postagem (R$ 0,80) = R$ 5,80 01 Revista SMD (R$ 6,00) + postagem (R$ 1,45) = R$ 7,45
SMD Machine
Um engenheiro, que não me lembro o nome agora (fico devendo), desenvolveu uma máquina de SMDs como aquelas de refrigerante, balas e salgadinho, que existem nos corredores das Universidades, Rodoviárias e Shopings.
Você coloca uma nota de R$ 5,00, escolhe por número a sua banda ou artista e aperta um botão e o SMD cai para você como se fosse o um refrigerante gelado ou um saquinho de MMs.
Por enquanto músicos do setor alternativo são quem mais usam o novo formato. Mas cantores renomados como Arnaldo Antunes e Zeca Baleiro já aderiram ao novo conceito e seus novos trabalhos já se encontram disponíveis por cinco reais na SMD Machini mais próxima de você.
sábado, 6 de setembro de 2008
Ferrugem na veia
Por Bruno Leal
(Matéria veiculada no Caderno Carros no Jornal Tribuna Liberal)
A cada ano cresce o número de pessoas interessadas em preservar o passado através de um artigo nobre pela função e atraente pela sua diversidade de formas, cores e modelos. Por onde passam, os carros antigos despertam a curiosidade de homens, mulheres e crianças. Prova disso são os encontros anuais ou mensais promovidos por diversos clubes de proprietários espalhados pelo Brasil a fora. E não precisamos ir muito longe de Sumaré para comprovar isso.
Em Campinas, o Clube V8, em seu encontro mensal, sempre no último domingo de cada mês, atrai cerca de duzentos carros no estacionamento de um shoping conhecido na cidade. De acordo com os organizadores, no encontro anual da agremiação, aproximadamente mil expositores disputam espaço e visibilidade no pátio cedido. Muitos destes “brinquedinhos” “teriam idade” para ser pai ou avô de bastante gente por ai. A maioria deles foram fabricados nos anos cinqüenta, sessenta ou setenta. Segundo o empresário José Luis Cestarini, proprietário de um Aero Willy, fabricado em 1969, o hobby, além de ser um excelente passa tempo, ainda proporciona diversão e atraio boas amizades. “É muito bom. Onde você vai a turma olha, pergunta, chega perto para ver” explica ele..jpeg)
Para Zé Luiz, como é conhecido, sua relíquia é como parte da família. “Tenho até ciúmes. Quando posso chamo o mecânico aqui em casa e só se for de confiança. Se der pra eu arruma réu mesmo faço”, completou ele, que possui ainda uma caminhonete Ford F1, ano 1948, modifica. A paixão entre Zé Luiz e os antigos começou há quatro anos atrás, porém, mesmo antes disso ele costumava freqüentar exposições e encontros como o de Águas de Lindóia, que é considerado o maior da América latina. “Eu já gostava antes. Ai há uns quatro anos eu comprei o Aero Willys e fui ajeitando ele. Demora e tem que ter paciência”.
O gerente de compras Henrique Deutsh, 35, também é outro sumareense que passa parte de seu tempo livre se dedicando a restauração e ao cuidado de “suas relíquias”. Além de uma motocicleta 500 Four, ano 72, ele possui ainda um Fusca ano 1969 e um Mustang fabricado em 1967. No caso de Henrique, foi a 500 Four que o atraiu. “Eu gostei dela por esse modelo com quatro escapamentos, cromados. Comprei e depois dela vieram outros”. E quando se trata do “brinquedinho” ou “xodó”, como os proprietários costumam apelidar os carros, rola um verdadeiro “sentimento de amor”, como descreveu Henrique. A gente tem um carinho mesmo, amor. Meu pai, que gostava muito de carros, me ensinou que temos que respeitar aquilo que te serve e como se trata de um carro antigo o cuidado é ainda maior”, disse ele.
Para quem pensa em começar no ramo é bom que se diga que não é tão simples quanto parece. Um dos grandes obstáculos enfrentados pelos proprietários é a dificuldade de se achar as peças originais e mão de obra especializada no assunto. “Principalmente a mão de obra de funilaria. Ainda mais pelo fato de ser um trabalho mais artesanal”, explicou. Outro impasse que os colecionadores freqüentemente encontram pela frente é o preço de algumas peças. Um volante de Gordini, por exemplo, que é um dos clássicos, não sai por menos de R$ 1.200. Segundo Antonio (Tony) Barbosa, que vende peças, as mais procuradas são para os MP Lafer, um automóvel da Lafer S/A, lançado em 1974. “Aqui nós vendemos peça para todo o Brasil e exterior. Vendemos muito pela Internet e telefone também”, contou ele, afirmando que a procura é grande. Daniel Augusto Pires do Rio já deu o pontapé inicial para entrar para esse clube. Ele acabou de adquirir um Doge Charger R/T 1975. Agora, ele afirma que será cuidadoso e paciente, a fim restaurar seu antigo e deixá-lo com todas as características e peças originais. “Quero ele como se tivesse saído da fábrica, exatamente como saiu em 75”.
(Matéria veiculada no Caderno Carros no Jornal Tribuna Liberal)
A cada ano cresce o número de pessoas interessadas em preservar o passado através de um artigo nobre pela função e atraente pela sua diversidade de formas, cores e modelos. Por onde passam, os carros antigos despertam a curiosidade de homens, mulheres e crianças. Prova disso são os encontros anuais ou mensais promovidos por diversos clubes de proprietários espalhados pelo Brasil a fora. E não precisamos ir muito longe de Sumaré para comprovar isso.
Em Campinas, o Clube V8, em seu encontro mensal, sempre no último domingo de cada mês, atrai cerca de duzentos carros no estacionamento de um shoping conhecido na cidade. De acordo com os organizadores, no encontro anual da agremiação, aproximadamente mil expositores disputam espaço e visibilidade no pátio cedido. Muitos destes “brinquedinhos” “teriam idade” para ser pai ou avô de bastante gente por ai. A maioria deles foram fabricados nos anos cinqüenta, sessenta ou setenta. Segundo o empresário José Luis Cestarini, proprietário de um Aero Willy, fabricado em 1969, o hobby, além de ser um excelente passa tempo, ainda proporciona diversão e atraio boas amizades. “É muito bom. Onde você vai a turma olha, pergunta, chega perto para ver” explica ele.
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Para Zé Luiz, como é conhecido, sua relíquia é como parte da família. “Tenho até ciúmes. Quando posso chamo o mecânico aqui em casa e só se for de confiança. Se der pra eu arruma réu mesmo faço”, completou ele, que possui ainda uma caminhonete Ford F1, ano 1948, modifica. A paixão entre Zé Luiz e os antigos começou há quatro anos atrás, porém, mesmo antes disso ele costumava freqüentar exposições e encontros como o de Águas de Lindóia, que é considerado o maior da América latina. “Eu já gostava antes. Ai há uns quatro anos eu comprei o Aero Willys e fui ajeitando ele. Demora e tem que ter paciência”.
O gerente de compras Henrique Deutsh, 35, também é outro sumareense que passa parte de seu tempo livre se dedicando a restauração e ao cuidado de “suas relíquias”. Além de uma motocicleta 500 Four, ano 72, ele possui ainda um Fusca ano 1969 e um Mustang fabricado em 1967. No caso de Henrique, foi a 500 Four que o atraiu. “Eu gostei dela por esse modelo com quatro escapamentos, cromados. Comprei e depois dela vieram outros”. E quando se trata do “brinquedinho” ou “xodó”, como os proprietários costumam apelidar os carros, rola um verdadeiro “sentimento de amor”, como descreveu Henrique. A gente tem um carinho mesmo, amor. Meu pai, que gostava muito de carros, me ensinou que temos que respeitar aquilo que te serve e como se trata de um carro antigo o cuidado é ainda maior”, disse ele.
Para quem pensa em começar no ramo é bom que se diga que não é tão simples quanto parece. Um dos grandes obstáculos enfrentados pelos proprietários é a dificuldade de se achar as peças originais e mão de obra especializada no assunto. “Principalmente a mão de obra de funilaria. Ainda mais pelo fato de ser um trabalho mais artesanal”, explicou. Outro impasse que os colecionadores freqüentemente encontram pela frente é o preço de algumas peças. Um volante de Gordini, por exemplo, que é um dos clássicos, não sai por menos de R$ 1.200. Segundo Antonio (Tony) Barbosa, que vende peças, as mais procuradas são para os MP Lafer, um automóvel da Lafer S/A, lançado em 1974. “Aqui nós vendemos peça para todo o Brasil e exterior. Vendemos muito pela Internet e telefone também”, contou ele, afirmando que a procura é grande. Daniel Augusto Pires do Rio já deu o pontapé inicial para entrar para esse clube. Ele acabou de adquirir um Doge Charger R/T 1975. Agora, ele afirma que será cuidadoso e paciente, a fim restaurar seu antigo e deixá-lo com todas as características e peças originais. “Quero ele como se tivesse saído da fábrica, exatamente como saiu em 75”.
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